domingo, 7 de fevereiro de 2010

Por enquanto, o Atlético só dá pistas.

Qualquer avaliação que se arrisque fazer agora sobre o Atlético é injusta e desnecessária. São três jogos, o time não precisa estar pronto agora. A pista possível de apontar nas primeiras rodadas do campeonato é o que Vanderlei Luxemburgo pretende fazer com sua equipe.

O Atlético não é um time leve, ainda não é rápido, mas é técnico. O meio-campo que enfrentou o Tupi tinha quatro jogadores de bom toque de bola, que levantam a cabeça para jogar; o que atuou diante do Ipatinga tinha a proteção de Zé Luís e só mais dois homens. Isso para Diego Tardelli e Muriquí se aproximarem do gol adversário com mais rapidez, aproveitando o posicionamento de Obina e servindo-o, além de ser servido por ele.

Luxemburgo tenta dar ao Atlético a velocidade que os jogadores de meio, que ele tem à sua disposição, parecem incapacitados de fazê-lo. Individualmente, eles não precisam ser rápidos, precisam dar, coletivamente, velocidade ao jogo. Os laterais ainda não avançam. Leandro, aos 30 anos, e Coelho, aos 27, têm natureza ofensiva, mas chegam ao momento da carreira em que se dosar vai garanti-los em alguma equipe.

Com um meio-campo que ainda não consegue ser veloz e laterais que não poderão ser ofensivos durante todo o jogo, parece claro que o Atlético irá jogar em torno da movimentação dos atacantes. Talvez por isso, Vanderlei tenha saído do Mineirão mais satisfeito do que nas últimas semanas: Obina, Tardelli e Muriquí foram mais interessantes do que Tardelli e mais um.

O problema daqui pra frente é como testar e assegurar que o time está no caminho certo. Definitivamente, eventuais goleadas sobre Uberaba, Villa Nova, América-TO e companhia não servirão para colocar o novo Galo à prova. Só saberemos se a equipe está pronta nas fases agudas de Campeonato Mineiro e Copa do Brasil. Até lá e confiar e acreditar em Vanderlei Luxemburgo. Sem maiores pistas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A volta de Robinho e o renivelamento do futebol brasileiro.

Robinho teve apresentação apoteótica em Santos. O retorno do principal expoente da equipe bicampeã brasileira no início da década pode ser encarada de duas formas: a primeira delas é brilhantemente mapeada no livro “Bola Fora – A história do êxodo do futebol Brasileiro” de Paulo Vinícius Coelho, o PVC. A segunda demonstra uma tendência: depois de muito tempo, o futebol nacional começa a ser atrativo.

PVC mostra que os jogadores deixam o Brasil para atuar na Europa desde a década de 30. Há 80 anos, existem casos vitoriosos e de total adaptação a outras terras como Mazolla, no futebol italiano dos anos 60 e Juninho Pernambucano, só para citar alguém da atualidade. Casos opostos são igualmente comuns: os atletas não recebem o mesmo carinho que no Brasil, sentem saudade do feijão, do mar, do sol, de uma série de coisas que o impedem de jogar futebol. É o caso de Robinho, insatisfeito com a reserva no Manchester City apesar do salário estratosférico?

A situação do atacante poderia ser definida como pontual, mas o Brasil passa a ter, nos últimos anos, jogadores fazendo o caminho de volta. Roberto Carlos e Ronaldo estavam há 15 anos na Europa, Adriano praticamente 10, Robinho e Fred, cinco. Você poderá dizer: jogadores vão e vem a todo o momento. De fato. A CBF tem números precisos até 2008 quando saíram 1176 atletas e 659 retornaram. Diferença de 517. Em 2007, havia sido de 596. A diferença está no nível dos jogadores que passam a fazer o caminho inverso e voltar ao nosso futebol. Temos hoje no Brasil os quatro atacantes que disputaram a última Copa do Mundo.

O futebol nacional continua perdendo seus bons jogadores para o mercado externo de forma desproporcional. Agora, pelo menos, comemora o momento de tê-los juntos por algum tempo. Depois do ótimo campeonato brasileiro de 2009 e com os clubes apresentando bons nomes em 2010 parece que finalmente chegou a hora de dizer que o futebol brasileiro não está nivelado por baixo.

Confira a relação entre “brasileiros/estrangeiros” convocados para as últimas 5 Copas do Mundo e quatro anos depois, quantos deles haviam retornado ao país.

1990 – 9 convocados do Brasil, 13 de fora. Em 94, 5 atuavam no país.
1994 – 10 convocados do Brasil, 12 de fora. Em 98, 10 atuavam no país.
1998 – 8 convocados do Brasil, 14 de fora. Em 2002, dois atuavam no país.
2002 – 13 convocados do Brasil, 10 de fora. Em 2006, 7 atuavam no país.
2006 – 3 convocados do Brasil, 20 de fora. Em 2010, 9 jogam no país.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O nome dele é Ernesto Farias

O substituto de Kléber, ou ao menos o contrapeso na venda do Gladiador ao Porto, é Ernesto Farias, atacante de 29 anos revelado pelo Estudiantes. Foram três anos no clube português e poucos gols.

Aos cruzeirenses mais preocupados e descrentes após a saída de Kléber, vale lembrar que o jogador atuou apenas na partida contra o Santos, a última do returno, na qual a equipe conquistou 70% de aproveitamento.

É evidente a falta que Kléber faz, mas é cedo para dizer que Wellington Paulista e Farias não podem suprir a falta do atacante.

Confira os números do atacante Ernesto Farias enquanto jogou no Porto.

Temporada 2009/10: 21 jogos. 4 titular, 17 reserva. 6 gols marcados.

Temporada 2008/09: 27 jogos. 13 titular, 14 reserva. 11 gols marcados.

Temporada 2007/08: 20 jogos. 9 titular, 11 reserva. 6 gols marcados.

Total no PORTO: 68 jogos, 26 como titular. 23 gols marcados. Média: 0,33 gols/jogo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Jogo? Que jogo?

O colega Lédio Carmona, do Sportv, comentou com a eficiência de sempre e escreveu com a mesma precisão: não houve jogo. A impressão que deu, a mim, é que o Cruzeiro foi para a Bolívia jogar o mínimo possível. Com a expulsão de Gilberto, o mínimo conseguiu ser menos ainda. No Mineirão, o óbvio é que o time brasileiro não tenha dificuldades contra o fraquíssimo Potosí.



Não há análise técnica ou tática a ser feita sobre a partida que terminou empatada entre Real Potosi e Cruzeiro (1 a 1), a 3.967 metros acima do nível do mar. É difícil jogar nessas condições. Se em Quito, a 2.800m, já complicado, imagine nas montanhas bolivianas. Assim mesmo, a Raposa teve a partida sob controle quase o tempo inteiro. Principalmente nos 20 minutos iniciais, quando marcou adiantado, expôs a incompetência do adversário e fez 1 a 0, logo aos 7min, com Wellington Paulista – agora, na corrida particular com Kleber, WP tem 27 gols com a camisa azul, mesmo número do Gladiador.

O jogo se complicou um pouco a partir dos 21 minutos. Nesse momento, Gilberto, mesmo com 33 anos e uma Copa do Mundo nas costas, perdeu a cabeça, entrou na pilha de um boliviano e deu um soco na cara do assistente. Foi expulso. E tirou a sobra de fôlego que a Raposa ainda tinha. Assim mesmo, o primeiro tempo terminou sem nenhum susto.

No segundo, o time  recuou. Não havia mais gás para marcar na frente. E ficou ainda mais exposto quando Wellington Paulista saiu machucado e o time perdeu o contra-ataque. E mais pressionado ficou quando Kleber saiu. Aí Fábio apareceu bem. No fim, Thiago Ribeiro entrou, passou a correr e contou com a ajuda de Marquinhos Paraná, experiente e gastando a bola. 

Mas Correa, aos 43 min, explorando mais uma falha da defesa – Leonardo Silva e Diego Renan sentiram demais os efeitos da altitude -, empatou. E assim terminou: 1 a 1. Nada demais. Bom resultado. Em casa, no Mineirão, o Cruzeiro só não goleará o Real Potosí, fraquíssimo e sem malandragem (11 impedimentos na partida) se não quiser. Na prática, a distância entre a técnica cruzeirense e boliviana é de, digamos, 3.967 metros. E, nesse aspecto, observado bem ao nível do mar, não haverá salvação para a turma da altitude.

Com todo respeito, o que tivemos hoje não foi jogo. Foi algo parecido, mas muito longe de ser agradável de ser visto e, principalmente, sentido.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A força dos 3967 metros de Potosí.

O adversário do Cruzeiro de hoje à noite jogou 70 vezes pelo campeonato boliviano (torneios Clausura e Apertura) nos últimos dois anos. Se a altitude for mito deve-se considerar pelo menos que em seu estádio o Real Potosí é bem mais forte do que como visitante.

Em 35 jogos na cidade mais alta do mundo foram 20 vitórias, 11 empates e apenas quatro derrotas. O aproveitamento é de 67%. Fora de Potosí, oito vitórias, oito empates e 19 derrotas. O desempenho cai para menos da metade: 30%.

Com o período de adaptação em Sucre, o Cruzeiro chega com mais fôlego para a partida, o que é essencial para equilibrar as ações.

Os números mostram: há de se temer Potosí, porque o Real não é tão perigoso assim.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Obina e o problema da referência no ataque do Atlético.

Por um lado, a torcida do Atlético questiona a qualidade técnica de Obina. Por outro, admite que o problema do “homem de referência” está resolvido. E se a referência não for o problema?

Diego Tardelli definitivamente não é centroavante, mas pouco importa. O título de artilheiro do Brasil em 2009 com 42 gols em 56 jogos fala por si. Quando o Atlético contrata Obina espera dele os gols, pode-se imaginar que um dos dois não terá o devido espaço; tanto dentro de campo quanto nas estatísticas da artilharia.

O ex-palmeirense pode sim ser útil, mas em situações de jogo. Jogando dentro da grande área, limita a movimentação de Tardelli e a penetração do camisa 9. Ano passado, quando Renteria jogava isso já acontecia. Não por culpa exclusiva da má passagem do colombiano por BH, mas pelas características.

Renteria jogou 16 vezes com a camisa do Atlético, em 12 delas ele e Tardelli estiveram em campo juntos, cinco desde o início da partida. Nesses 12 jogos, o artilheiro do Brasil fez apenas um gol, contra o Vitória.

O exemplo claro que um centroavante atrapalha o goleador atleticano é o jogo contra o Atlético-PR pela 24ª rodada do último brasileiro. Renteria deixou a partida aos 31 do segundo tempo, jogo em que Tardelli estava apagado. Dois minutos depois, lançamento de Correa para o camisa 9, entre os zagueiros, na velocidade: gol do Atlético. Não gol de centroavante, gol de jogador que está presente dentro da área para marcar, mas que tem também outros recursos.

Se Obina for o mesmo do Palmeiras, ótimo. Se Diego Tardelli marcar tantos gols quanto em 2009, melhor ainda. Mas se um atrapalhar o futebol do outro, muito provavelmente Obina irá para o banco e pode voltar a sensação de que o problema é ter contratado o Obina do Flamengo. Aí, o torcedor vai pensar “ainda não encontramos o nosso homem de referência”. Repito: e se o problema não for a referência?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vem aí o Mineirão! Mineirão?

Se você não gosta dos campeonatos estaduais, desista. Se eles deixarão de existir, esse dia não está próximo. Em Minas Gerais, dirigentes de Atlético e Cruzeiro comemoram a rentabilidade do torneio. Chamado de “campeonato rural” no passado, o Mineiro hoje garante ao Cruzeiro mais dinheiro do que a Libertadores da América - a não ser que a equipe chegue à final da competição sul-americana.

Nesse aspecto, problema corrigido graças à cota da TV. Como publicado aqui no blog em 2009, 60% das rendas líquidas do estadual são usadas somente para pagar as contas relativas aos jogos. Sobram 40% aos clubes. O Villa Nova teve prejuízo de 20 mil reais nas partidas disputadas no Castor Cifuentes.

Se a questão financeira é vantajosa, a técnica é questionável. À exceção do Ipatinga de 2005 e 2006, que era uma espécie de Cruzeiro B, o futebol do interior mineiro não produziu nos últimos anos nenhum jogador aproveitável em grandes equipes do futebol brasileiro. Bruno Mineiro, ex-Rio Branco fez até aqui um bom segundo semestre em 2009 e Serginho, quando jogou pelo Villa Nova, já pertencia ao Atlético. Antes disso, sugiro ao leitor buscar alguém na memória. Difícil, não?

Começa nesta quarta-feira o campeonato. Não tenha dúvida: teremos polêmicas, emoção nas fases agudas, momentos de rivalidade acirrada e até bons jogos. A população do interior merece ver as equipes locais enfrentando aquelas que eles torcem no segundo semestre.

A discussão não é acabar com o futebol do interior e colocar os grandes para enfrentar outros grandes de praças diferentes. Deve-se discutir como melhorar tecnicamente o torneio para que ele deixe de ser atrativo apenas financeiramente e para que deixe de ser interessante apenas pela rivalidade e pelas visitas de Atlético e Cruzeiro ao interior. Deve-se, em primeiro lugar, pensar em melhorar o futebol.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Porque o titular do Cruzeiro é Thiago Ribeiro e não Wellington Paulista

A discussão é antiga e não mudou quase nada. Kléber é titular do Cruzeiro. Ponto. Quem deve jogar ao seu lado? Wellington Paulista bateu o pé na semana passada reivindicando a titularidade. O artilheiro do time em 2009 deve continuar no banco, por motivo tático.

Confira o post publicado aqui no blog em 1º de março do ano passado. Mude os nomes de Ramires por Fabrício ou Pedro Ken, Wagner por Gilberto e Fernandinho por Diego Renan. Estão aí as razões pelas quais Adilson, acreditava em 2009, e acredita em 2010 que Wellington e Kléber não atuariam juntos. 

A pista foi dada por Adilson Batista após a partida contra o Ituiutaba: "Vocês sabem a maneira que eu gosto de jogar: um velocista e alguém que saia mais da área. Dá pra ver que essa característica eles não têm".

Realmente não têm. Kléber não é velocista, embora se movimente muito. Wellington Paulista abre espaços, mas tem como principal característica a presença dentro da grande área. A idéia de Adilson pode ser boa: jogadores que abram espaços para a chegada de Ramires, Wagner, Fernandinho e Jonathan e que podem ainda aparecer para marcar gols. Na prática, a dupla que atuou poucos minutos contra o Estudiantes, e depois contra o Ituiutaba, foi a que funcionou melhor até aqui. Funcionaram como dupla, coisa que não acontece quando Thiago Ribeiro joga. Tabelaram, dialogaram, se revezaram no comando, confundindo a marcação.

A formação com um velocista e outro que abre espaços deixa o Cruzeiro muito dependente de quem vem de trás. Se os meias e o laterais tiverem que atacar tanto, o time pode ficar desprotegido na defesa e se tornar mais vulnerável. Isso já acontece. Desde que Ramires passou a ser mais meia do que volante, se tornou no principal jogador da equipe, por outro lado, o setor defensivo ficou mais exposto.

A produtividade da dupla Kléber e Wellington pode fazer Adilson mudar de idéia, mas por enquanto, isso não deve acontecer.

domingo, 17 de janeiro de 2010

A seis meses da Copa, Kaká é o problema de Dunga. Ronaldinho é a solução.

Faltando seis meses para começar a Copa do Mundo, Dunga pode ter “ganhado” o pior dos problemas: a contusão no púbis de Kaká. Em entrevista à Rádio Globo, o jogador disse que a dor o incomodou nos últimos oito meses e somente após 42 dias parado para tratamento, voltou a jogar sem sentir a lesão.

Nos três anos a frente da Seleção, Dunga sabe que pode contar com Dani Alves caso Maicon não possa jogar. Luisão e Alex suprem bem à falta de Lúcio ou Juan. Ramires faz bem o papel de Elano ou Felipe Melo no meio e Nilmar pode até mesmo ameaçar a titularidade de Robinho na frente.

Não há plano B para uma possível ausência de Kaká. Contra o Chile, em Salvador, jogou Julio Baptista – em péssima fase, na reserva da Roma, mas sempre convocado para defender o Brasil. Ora, a solução parece óbvia: Ronaldinho Gaúcho. Em momento encantado e ascendente no Milan, o jogador recuperou o direito de ser chamado por Dunga e, pelo posicionamento, disputaria um lugar exatamente com Kaká (Elano e Ramires vêm se revezando pela direita do meio-campo e Kaká se coloca à esquerda).

Caso Ronaldinho recupere, além do bom futebol, a velocidade, pode ser opção para a vaga de Kaká sem alterar o plano de jogo da seleção. A grande virtude do Brasil de Dunga é a velocidade, o contra-ataque muito bem articulado. O camisa 80 do Milan pode aparecer para suprir a ausência de Kaká ou para aumentar o poder de penetração do ataque brasileiro em caso de uma defesa fechada.

Restando quase nenhum teste para a Copa, Dunga terá que apostar: vale a pena levar Ronaldinho e deixa-lo no banco? Ele é a melhor escolha caso Kaká não possa jogar? Ou ainda, forma-se um novo quadrado ofensivo com os dois meias e perde-se combatividade no meio?

Ronaldinho e Kaká não são iguais aos demais e a forma com que Dunga irá tratar problema e solução também não deve ser.

Em tempo: com as férias do futebol brasileiro, o blog também ficou parado. À medida que os resultados começarem a aparecer ficará mais justo comentar sobre contratações e remontagens de times. Antes disso, é complicado falar.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Continuidade e projeto a médio prazo no Atlético: a última vez foi há 18 anos.

Já foi discutido aqui a falta de continuísmo do Atlético. O post é apenas para evidenciar tal postura. São 18 anos sem que um técnico trabalhe durante todo o campeonato brasileiro a frente do clube e seja mantido pelo menos até o início da competição na temporada seguinte, o mínimo de “projeto a médio prazo” que se fala.

Há 18 anos, Jair Pereira conseguiu a proeza e depois ninguém mais. Não será Celso Roth, demitido na noite de sábado. Celso foi, pelo menos, o único, em sete anos de pontos corridos a começar e terminar um brasileiro a frente da equipe mineira.

Confira os técnicos do Atlético que começaram / terminaram os últimos 18 campeonatos brasileiros.

2009: Celso Roth
2008: Geninho / Marcelo Oliveira
2007: Tico Santos (interino) – Zetti / Emerson Leão
2006: Lori Sandri / Levir Culpi
2005: Tite / Lori Sandri
2004: Paulo Bonamigo / Procópio
2003: Celso Roth / Procópio
2002: Geninho
2001: Levir Culpi
2000: Parreira / Nedo Xavier
1999: Daryo Pereira / Humberto Ramos
1998: Vantuir Galdino / Carlos Alberto Torres
1997: Leão
1996: Eduardo Amorim
1995: Gaúcho / Procópio
1994: Levir Culpi
1993: Otacílio Gonçalves / Vantuir Galdino
1992: Jair Pereira / Vantuir Galdino
1991: Jair Pereira

Você atleticano, que está feliz com a saída de Celso Roth, acha que é possível formar um time campeão em um ano?