quinta-feira, 14 de maio de 2009

Rummenigge sobre o pai de Diego: "O mestre dos mentirosos".

A explicação do presidente do Bayern de Munique, Karl-Heinz Rummenigge, para o fim das negociações com o meia Diego, recaem sobre o pai do jogador. Djair Cunha negociou com a Juventus e com o Bayern simultaneamente e chegou a acertar tudo com a equipe de Munique, mas depois fechou o negócio com os italianos.

Essa é a versão do presidente do Bayern, que chegou a chamar Djair de “o mestre dos mentirosos”, em uma entrevista à emissora de TV DSF. Foi na própria DSF que o diretor garantiu a contratação do meia, dois dias antes.

Diego vai mesmo jogar na Juventus e seu pai segue com a fama de mau negociador, como já havia acontecido em tempos de Porto e Santos.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Nada de Juventus, Diego vai para o Bayern.

A informação vem da Alemanha. O próprio diretor do Bayern de Munique, Karl-Heinz Rummenigge, confirma que o acerto de Diego com a Juventus não vai acontecer e o brasileiro vai se transferir para o Bayern de Munique.

O camisa 10 recusou os 3,5 milhões de euros oferecidos a ele pelo clube italiano e os alemães da Bavária devem pagar mais. A maior transação da história entre dois clubes da Bundesliga.

A notícia é péssima para o Santos que ficaria com boa parte dos 5% destinados ao clube formador, em caso de transferência internacional. O Peixe deixa de receber cerca de um milhão de Euros.

Rummenigge confirma também o acerto com o lateral-direito Rafinha, ex-Coritiba, e que defende o Shalke 04. O diretor só não confirma se é já para a temporada 2009/10 ou a seguinte.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Além de tudo, Marcos.

O Palmeiras não jogou bem. Foi dominado, apostou em contra-ataques, mas não teve velocidade. A classificação ficou por conta de Marcos. Foram quatro defesas incríveis durante o jogo. A última delas aos 47 minutos do segundo tempo. Depois, pegou três das quatro cobranças de pênalti.

O Palmeiras já havia mostrado, na primeira fase da competição, poder de superação, velocidade, individualidade e raça. Agora mostrou que tem também um goleiro ainda em condições de definir um jogo e, quem sabe, um título.

Se a equipe já vinha forte para as finais, mostra ainda um diferencial em relação ao poder de definição. Ter um goleiro decisivo é fundamental para ser campeão. Mas que não passe em branco: pressionado, o Palmeiras se retraiu e não conseguiu sair. Vanderlei Luxemburgo precisará mais do que as defesas de Marcos para conquistar sua primeira Libertadores.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ramires: agora atacante?

Seis horas depois do término da partida já é repetitivo dizer que o Cruzeiro venceu na vontade. Vamos aos detalhes, que podem ser importantes para entender o comportamento das equipes durante o campeonato.

O Flamengo carece de um substituto a altura e com a liderança de Fábio Luciano. É evidente que vai depender muito dos gols de Adriano, mas mostrou que pode ser, se finalizar melhor, um time poderoso fora de casa. A equipe montada por Cuca joga em alta velocidade, explora bem os laterais e se conseguir manter Ibson, terá um jogador que distribui muito bem o jogo. Vencer como visitante fez a diferença no ano passado e se a superioridade dos mandantes continuar, os cariocas podem se dar bem.

Já o Cruzeiro lutou e se desdobrou em campo. Por que vencer o Flamengo era tão importante? Porque a equipe parece ter percebido mais cedo que em 2008 a importância dos confrontos diretos. Ano passado, no primeiro turno, venceu apenas um (o próprio Flamengo) dos quatro principais adversários ao título.

Adilson Batista perdeu, por três meses, Soares. Hoje a única opção de velocidade para o ataque é Thiago Ribeiro. Após a saída de Kleber, Wagner ficou mais centralizado e Ramires aparecia pela direita. Quando Wagner saiu, o camisa 8 virou, de fato, atacante. Quando perguntei sobre a possível opção que Ramires pode dar ao time, jogando ainda mais avançado, o técnico desconversou e não respondeu. Possivelmente querendo esconder dos adversários o que planeja fazer na seqüência.

Não foi a primeira vez que Ramires se comportou como homem de frente. Contra o próprio Flamengo no ano passado, após a saída de Jajá, ele encostou em Thiago Ribeiro e, na atual temporada, quando Thiago foi expulso contra o Atlético, (ainda na primeira fase do mineiro) Ramires fez dupla com Wellington Paulista.

Ramires não é atacante, mas pode virar durante o jogo.

sábado, 9 de maio de 2009

Classificação final do campeonato brasileiro 2009.

É mero palpite e palpite qualquer um pode dar, jornalista ou não. Para montar a minha classificação final me baseei no início da temporada das equipes, no campeonato passado e na possibilidade de perder jogadores. Aposto no brasileiãro, por pontos corridos, mais difícil desde 2003. Boas equipes como Botafogo e Santos ficaram na parte de baixo da tabela. Inter e Grêmio fora da vaga na Libertadores. Mas, repito: é mero palpite.

Responda: e pra você qual vai ser a classificação final do Brasileirão?

1 – São Paulo
2 – Corinthians
3 – Cruzeiro
4 – Palmeiras
5 – Internacional
6 – Grêmio
7 – Fluminense
8 – Sport
9 – Atlético-MG
10 – Goiás
11 – Santos
12 – Flamengo
13 – Botafogo
14 – Coritiba
15 – Atlético-PR
16 – Grêmio Barueri
17 – Avaí
18 – Vitória
19 – Santo André
20 – Náutico

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Agora sim.

A tensão era grande. Talvez não por parte dos jogadores que se mostraram tranquilos durante toda a partida. Tensão da torcida quanto a postura do Cruzeiro em atuar longe do Mineirão.

Antes que se aponte o “não-invencionismo” de Adilson Batista como preponderante para a vitória sobre a Universidade, o treinador não havia alterado a forma da equipe atuar contra Grêmio, Goiás, Náutico, Internacional e em outros fracassos durante o campeonato brasileiro. Mudar demais sem treinos o suficiente interfere, mas não é a única explicação.

O Cruzeiro foi tão bem porque aparenta ter amadurecido. A vocação para o ataque é inerente aos jogadores que Adilson tem à sua disposição e a equipe vai correr riscos de sofrer contra-ataques, mesmo jogando como visitante. Mas contra La U, o time soube tocar a bola, cadenciar e envolver o adversário. O meio-campo, tido como um dos melhores do Brasil, funcionou bem.

Ainda não coloco o Cruzeiro como favorito ao brasileiro ou a Libertadores exatamente pelo aproveitamento como visitante. Passando para as quartas-de-final e mostrando bom desempenho contra São Paulo ou Chivas, a Raposa pode comprovar a evolução e a força para chegar nas duas competições.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O Atlético caiu de pé.

A eliminação para o Vitória pode até doer no torcedor atleticano, mas deixa uma ponta de esperança. O Galo fez um dos melhores jogos na temporada. Não pode doer tanto nos jogadores. Iniciar bem o brasileirão é fundamental para manter a tranqüilidade e paciência, necessárias a Celso Roth.

Jogou muito mais pelos lados, teve ótima participação de Thiago Feltri que fez pelo menos quatro cruzamentos perfeitos, um deles resultando no gol de Welton Felipe. A defesa foi bem protegida por Rafael Miranda e Renan. O primeiro chute do Vitória na direção do gol só aconteceu aos 14 minutos do segundo tempo.

Quem destoou foi Tardelli. Não é justo dizer que foi o mesmo jogador desligado de tempos de São Paulo e Flamengo. O artilheiro foi mal porque não fez os gols que se acostumou a marcar em 2009, mas não fugiu do jogo em momento algum.

Perder o último pênalti, sendo cobrado pelo capitão da equipe e que ficaria no banco de reservas caso Marcos tivesse condições é difícil de ser digerido por torcedores e atletas. Mas, para quem chegou ao Mineirão dado como eliminado e quase saiu com a vaga para as quartas-de-final, o Atlético superou, e muito, as expectativas.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Barça x Chelsea e as injustiças do futebol.

Um gol aos 47 minutos do segundo tempo corrigiu o que seria a grande injustiça do futebol europeu na temporada. Por tudo que fizeram de agosto de 2008 até aqui, Barcelona e Chelsea chegaram com sentimentos bem diferentes à semifinal da Liga dos Campeões.

O Barça com seu ataque magnífico, o típico exemplo de futebol bonito e (para os céticos) à espera de um adversário duro, defensivo e competitivo para sucumbir. Ao Chelsea, reconstruído em pouco tempo por Guus Hiddink, cabia este papel.

A equipe londrina fez muito bem o seu papel. Na Espanha, contou ora com grande competência de seus defensores, ora com a sorte. Na Inglaterra, o Chelsea foi ainda melhor. Depois que abriu o placar, o jogo ficou ainda mais à sua feição. Até que aos 47 minutos, Iniesta calou o Stamford Bridge.

Resultado absolutamente mentiroso. O Barça não criou, não jogou com passes curtos e ainda contou com erros de arbitragem que deixou de marcar pelo menos dois pênaltis para os Blues. A grande injustiça da temporada foi corrigida com outra injustiça. É por essas e outras que o futebol é o melhor esporte do planeta.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Campeonato mineiro: 60% de taxa, 40 de lucro.

A cada dez torcedores que foram aos estádios no campeonato mineiro, seis pagaram a conta das partidas. Os outros quatro deram lucro aos clubes. Dos mais de nove milhões e meio de reais adquiridos em renda, mais de cinco milhões foram gastos em impostos, taxas, funcionários, etc.

Apesar de ter média de público de quase nove mil torcedores por partida inferior que a do rival Atlético, levado 80 mil torcedores a menos ao Mineirão e ter arrecadado aproximadamente 700 mil reais a menos que o Galo com rendas, o Cruzeiro foi quem mais lucrou: superou o vice-campeão em mais de 200 mil reais.

Isso aconteceu por três razões: primeiramente, 15% de toda renda do Atlético é penhorada para o pagamento de dívidas do clube. O segundo motivo é o fato de o alvinegro ter perdido dois clássicos, jogos que envolvem rendas próximas a um milhão de reais. Em jogos contra Atlético e Cruzeiro, o vencedor fica com 60% da renda líquida e o perdedor 40%. Em caso de empate, metade para cada clube. Por fim, o preço médio dos ingressos em jogos da Raposa era mais alto.

O Villa Nova foi o único a ter prejuízo (neste critério) ao final do estadual. Ganhou, com renda, menos do que os custos totais das partidas em que foi mandante.

Seguem abaixo os números de cada equipe. São estatísticas diferentes das oficiais da Federação Mineira. O público foi considerado 100% de Atlético e Cruzeiro, inclusive nos jogos em que foram visitantes quando atuaram no Mineirão. Nos clássicos, a divisão foi feita de 50% para cada um. A exceção do último, considerado todo de torcedores do Cruzeiro. Nos jogos do interior, considerou-se os torcedores a favor de quem joga habitualmente no estádio.

AMÉRICA
Público (média): 6353 (1271)
Renda (lucro): 50.950,00 (96.169,69)
* O América teve a renda dividida nos clássicos com Atlético e Cruzeiro.

ATLÉTICO
Público (média): 260.184 (23.653)
Renda (lucro):4.118.625,25 (1.478.154,94)

CRUZEIRO
Público (média): 180.990 (15.082)
Renda (lucro): 3.443.977,75 (1.714.984,22)

DEMOCRATA
Público (média): 17.870 (2978)
Renda (lucro): 187.282,50 (82.869,32)

GUARANI
Público (média): 11.801 (1.867)
Renda (lucro): 136.052,50 (35.572,64)

ITUIUTABA
Público (média): 10.623 (1518)
Renda (lucro): 260.902,00 (74.533,73)

RIO BRANCO
Público (média): 14.624 (2.437)
Renda (lucro): 371.386,00 (203.647,64)

SOCIAL
Público (média): 8.845 (1.769)
Renda (lucro): 99.245,00 (28.239,25)

TUPI
Público (média): 26.201 (3.743)
Renda (lucro): 180.622,50 (61.381,57)

UBERABA
Público (média): 31.008 (4.430)
Renda (lucro): 266.320,00 (87.881,92)

UBERLÂNDIA
Público (média): 31.243 (6.247)
Renda (lucro): 389.435,50 (143.896,52)

VILA NOVA
6.499 (1083)
Renda (lucro): 58.825 (- 21.527,80)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A diferença entre o campeão e o vice.

Diferenças de poder econômico, de qualidade técnica dos atuais elencos, de organização não precisam ser discutidas agora. A grande diferença entre os clubes é a postura.

A atitude do técnico Emerson Leão, ao final do primeiro tempo, e novamente em sua entrevista coletiva, é emblemática. O treinador errou em todas as avaliações que fez sobre o trio de arbitragem. Assim como errou o presidente Alexandre Kalil quando viu pênalti em Diego Tardelli no último jogo.

No primeiro clássico do campeonato, as críticas sobre Alicio Pena Júnior colocaram em cheque a arbitragem mineira e gerou um estado de stress que levou Lincoln Afonso Bicalho a renunciar ao posto de Diretor de Arbitragem da Federação Mineira de Futebol. Ali, já se esquecia de discutir futebol. O Atlético teve mais 84 minutos para vencer o time misto do Cruzeiro e não conseguiu.

Em 2007, quando perdeu o título sendo goleado pelo rival, o Cruzeiro reclamou bastante da arbitragem da final do jogo. O “gol de costas” teria sido irregular, o árbitro da partida foi acusado de comemorar a vitória atleticana em uma pizzaria e o pênalti que acarretou no terceiro gol, já aos 45 minutos do segundo tempo, não teria acontecido.

A diretoria cruzeirense reclamou tanto quanto as pessoas do futebol do Atlético reclamam hoje. A diferença é que, naquela oportunidade, o Cruzeiro se desfez de jogadores que não rendiam, mudou de técnico, contratou outras peças. Se armou e chegou a brigar pelo título brasileiro, em determinado momento da competição.

Voltando ao inicio, e ao que é óbvio, essa não é a solução para o Atlético. Não se pode jogar por terra o bom trabalho de Emerson Leão, o clube não tem dinheiro para contratar vários jogadores e rescindir o contrato de outros. Não é certo e não é viável.

O que o Atlético pode fazer é parar para pensar. Qual o planejamento? Onde o time quer chegar no campeonato brasileiro? Peças para brigar pela Libertadores, parece não ter. Se ficar em sétimo, o trabalho vai ser desfeito como foi de 2003 para 2004 ou vai haver continuidade e maturação? Quem decide se o time precisa de um goleiro é o presidente ou o técnico?

Complementando o que disse no post de quarta-feira após o jogo contra o Vitória: reformulação se faz com paciência e tempo, mas também com inteligência e auto-crítica.

Sobre o Cruzeiro, parabéns pelo título, mas a entrevista de Adilson Batista reflete o que quer a Raposa. O treinador já estudou o Universidade de Chile, já pensou como armar a equipe e a comemoração, apesar do título invicto, foi contida. A sintonia já é outra.