terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

No São Paulo, a bola ainda entra por acaso


Primeiro foi Lucas, agora é Casemiro. O São Paulo é só mais um exemplo do futebol brasileiro no qual os jogadores vão à imprensa, pressionam as diretorias e, em um momento ou outro, conseguem o aumento de salário que consideram justo. Na última vez que falou, Juvenal Juvêncio usou a frase “a bola não entra por acaso” para justificar sua competência em gerir o clube.

A frase dá nome ao livro de Ferran Soriano, ex-diretor do Barcelona, que explica passo a passo como se montar um contrato de trabalho baseado em objetivos, metas, resultados e, aí sim, valorização. O jogador com determinado número de jogos na temporada pode receber aumento. O mesmo pode acontecer dependendo de convocações para a seleção de seu país ou outros critérios adotados pelo clube. Metas coletivas como títulos, classificação para torneios continentais, etc. também podem resultar em valorização financeira.

Lucas e Casemiro não iriam reclamar na imprensa, caso tudo estivesse acordado em um papel assinado por eles e pelo São Paulo. O jogador saberia exatamente o que precisaria fazer para conseguir o que considera justo. Juvenal citou o diretor do Barcelona para justificar a sua competência. Ou pulou alguns capítulos do livro ou no São Paulo a bola ainda entra por acaso, sim.

2 comentários:

Claudio Henrique disse...

Legal ver uma voz dissonante do uníssono que costuma caracterizar os comentários da crônica em relação ao São Paulo. É um clube normal, que erra e acerta como todos os outros.

Claudio Henrique disse...
Este comentário foi removido pelo autor.