sábado, 11 de julho de 2009

10ª rodada: informações e palpites.

Palmeiras x Náutico: o time paulista segue sem treinador, enquanto Marcio Bittencourt ainda não levou o Timbú à nenhuma vitória no Brasileirão. Jogando no Parque Antarctica, o Palestra venceu três vezes e empatou uma. A equipe pernambucana vem de cinco derrotas seguidas, todas sem marcar gols. O último ponto conquistado foi no empate por 1 a 1 com o Fluminense, em 31 de maio.
Palpite: Palmeiras.

Barueri x Coritiba: o Barueri está invicto há seis partidas com três empates e três vitórias. O Coxa venceu três e perdeu uma, desde que foi eliminado da Copa do Brasil e voltou suas atenções para o Brasileirão. Fora de casa, a equipe de René Simões perdeu três vezes e empatou uma. A equipe paulista venceu duas e empatou duas jogando em sua Arena.
Palpite: empate.

Avaí x Botafogo: empatados com sete pontos, a única diferenças entre as equipes, numericamente, é um gol a mais a favor da equipe carioca. O Avaí, jogando em casa, empatou três vezes, perdeu uma e venceu outra. Fora do Rio, o alvinegro empatou duas vezes e perdeu outras duas. André Lima vai fazer sua estreia e Victor Simões retorna à equipe.
Palpite: Avaí

Atlético-PR x Internacional: desde que Waldemar Lemos assumiu, o Atlético fez sete pontos dos doze possíveis. Nos últimos dez jogos que fez, o Colorado perdeu cinco, empatou três e venceu apenas dois, pelo brasileiro foram dois empates, duas vitórias e um revés, o que o garante na liderança. Há exato um ano, empate entre as equipes por 1 a 1 na Arena, gols de Alan Bahia e Índio.
Palpite: Atlético-PR

Grêmio x Corinthians: envolvidos até a última semana em outras competições, as duas equipes estão fora do G-4. O Grêmio por 4 pontos e o Corinthians por 2. As equipes vem de vitória em casa na última rodada e derrota na rodada anterior. O último encontro dos dois no Olímpico foi em 2007, o jogo da queda do clube paulista. A partida marcou também a despedida de Mano Menezes do Tricolor. Willian, ex-Grêmio e Herrera, ex-Corinthians estão suspensos e não jogam.
Palpite: Grêmio

Cruzeiro x Atlético-MG: oito pontos separam as equipes na tabela. No Mineirão, o Cruzeiro tem 10 dos 15 pontos possíveis. O Atlético, oito dos 12 que disputou. Adilson Batista irá poupar o time titular. Andrey, Neguette, Luisão, Diego Renan, Fabinho, Bernardo e Zé Carlos vão estrear em clássicos. Se vencer, o Atlético impede que o rival iguale a marca de 13 clássicos seguidos sem perder. A equipe alvinegra só não terá Carlos Alberto, dos titulares.
Palpite: Atlético-MG

São Paulo x Flamengo: no Morumbi, o Tricolor venceu dois e empatou dois jogos. Fora, o time carioca perdeu as duas últimas partidas, sofrendo nove gols e marcando dois. O Flamengo terá seis desfalques. Airton, Toró, Íbson e Kleberson no meio, além de Juan e Emerson. No ano passado, o Tricolor venceu por 2 a 0, jogo que marcou o início da arrancada para o tricampeonato.
Palpite: São Paulo.

Fluminense x Santo André: a equipe carioca vem de quatro jogos sem vencer. No Maracanã, contando dois clássicos, são 8 pontos dos 15 possíveis. Fred, autor de quatro dos oito gols da equipe na competição, não joga. O Santo André venceu apenas uma vez nas últimas sete rodadas, mas é o sétimo melhor visitante do campeonato. Em campeonatos brasileiros, dois jogos: um empate e uma vitória Tricolor.
Palpite: Santo André

Sport x Goiás: o time pernambucano não conta com Wéldon, artilheiro da equipe com quatro gols. Com Emerson Leão no comando, são três derrotas e uma vitória. O Goiás é o único time invicto como visitante, tem duas vitórias e dois empates fora de casa. Nos últimos cinco confrontos na Ilha do Retiro, quatro vitórias do Sport e uma do Goiás.
Palpite: empate.

Vitória x Santos: a equipe baiana tem o melhor aproveitamento como visitante. É o único time 100% jogando em casa. Nas cinco últimas rodadas, fez sete pontos. O Santos fez cinco. A única vitória do Peixe fora da Vila foi contra o Fluminense – 4x1 no Maracanã. No ano passado, o Vitória venceu por 1 a 0 no Barradão, gol de Dinei, a equipe era treinada por Wagner Mancini, hoje no Santos.
Palpite:Vitória.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Os incríveis números de Adilson no Mineirão.

Mais uma vitória no Mineirão e o Cruzeiro vai conquistar a Libertadores da América pela terceira vez. Se você tem a sensação que o time de Adilson Batista é fortíssimo dentro de casa, está correto.

Desde que chegou, no início de 2008, o treinador sofre críticas pela postura da equipe como visitante – o que não se aplica à Libertadores de 2009 – mas no Mineirão, o time é quase imbatível.

Foram 54 partidas com 41 vitórias, oito empates e apenas cinco derrotas (sendo duas delas com o time reserva). O aproveitamento chega a 81%. Na temporada atual, foram 20 partidas e 15 vitórias, 82% dos pontos conquistados. Se formos contar apenas as duas edições da Libertadores que Adilson comandou a equipe, são 10 vitórias e uma derrota.

Melhor que o Cruzeiro de Adilson, só o de 2003. O time de Alex e Luxemburgo disputou 34 jogos com 27 vitórias, seis empates e uma derrota (2x1 para o Juventude), índice de 85%.

Os números não ganham jogo e não garantem o título da América, mas mostram que a equipe é favorita sempre que joga em seu estádio.

O mesmo Cruzeiro e mais um bom resultado fora de casa.

O Cruzeiro fez o mesmo jogo, como visitante, contra Estudiantes, Grêmio e São Paulo. A diferença foi a qualidade do time argentino, com um repertorio de jogadas maior que paulistas e gaúchos e ainda a noite pouco inspirada dos atacantes brasileiros que desta vez perderam as oportunidades que tiveram.

Com Véron bem marcado, mas mesmo assim conseguindo distribuir o jogo, Pérez aparecia no espaço entre os zagueiros e laterais. Foi assim no lance em que saiu cara-a-cara com Fábio e bateu no alto e na jogada em que lançou Fernandez na linha de fundo, para o corte preciso de Leonardo Silva. As grandes defesas que Fábio não precisou fazer nas fases anteriores, foram exigidas em La Plata. Fábio foi o nome da partida com pelo menos quatro milagres.

O que mudou os três jogos foi a capacidade do time mineiro em aproveitar a adversidade do rival. No Morumbi, o São Paulo não conseguia pressionar, mas não corria riscos até perder Eduardo Costa. A partir daí, o Cruzeiro tocou a bola e fez o resultado. No Olímpico, a jogada individual de Kléber foi a primeira da equipe em 34 minutos de partida. Depois disso, o time mandou em campo.

Na final, o Cruzeiro cresceu quando Véron cansou e Perez passou a ser bem marcado. A partir daí, o time brasileiro teve mais posse de bola e explorou o cansaço do Estudiantes. Aos 30 minutos do segundo tempo, Leonardo Silva perdeu o primeiro gol, depois Kléber e Wellington Paulista poderiam ter marcado em oportunidades claras - fora os contra-ataques que morreram na hora do último passe – com Wagner mal mais uma vez longe do Mineirão.

A decisão ficou para Belo Horizonte, onde o time de Adilson Batista sempre foi muito forte e é franco favorito.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Visitante ingrato é sinal de briga pelo título.

A história dos campeonatos brasileiros por pontos corridos mostra que o campeão costuma ser quem se dá melhor fora de seus domínios. Apesar de estarmos na nona rodada, o desempenho das equipes como visitante ou mandante é parecido até o final da competição.

O Brasileirão de 2008 tinha até a nona rodada 14% de vitória dos visitantes. A competição terminou com 20%. O São Paulo foi campeão e o melhor fora de casa.

Em 2007, foram 24 vitórias nos primeiros 90 jogos, 27%. No final da competição, 98 vitórias, ou 26%. O São Paulo foi o campeão e também o melhor time fora de casa.

Em 2006, 22 vitórias que correspondem a 24%. No final, 92 vitórias, 24% dos jogos. O Internacional foi vice-campeão como melhor visitante.

Em 2005, foram 99 jogos (tinham 22 times) com 27 vitórias - 27%. No final, 125 vitórias, 27%. O Corinthians foi campeão como melhor visitante.

Em 2004, 108 jogos em 9 rodadas (24 equipes), 22 vitóras - 20%. No final da competição: 124 vitórias, 22%. O Santos foi o melhor visitante e o campeão.

Em 2003, 108 jogos nas primeiras nove rodadas e 15 vitórias, ou 14%. No final, o Cruzeiro foi o campeão e o melhor fora.

Na edição atual foram disputadas 89 partidas (amanhã Corinthians e Fluminense fecham a rodada) e as equipes visitantes venceram 17 vezes, o que indica 19%. Internacional e Atlético, que estão nas primeiras colocações fizeram 10 pontos nos cinco jogos que têm longe de seus domínios.

Os números mostram que a diferença é feita fora de casa, porque como mandante o desempenho dos 20 clubes é alto. Equipes que jogam em velocidade e que se defendem bem têm mais chances de se darem bem na competição. Os melhores contra-ataques do Brasil hoje são do Atlético, Corinthians e Internacional. Olho neles.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

As decisões entre Brasil x Argentina na Libertadores.

Brasileiros e argentinos já decidiram a Libertadores 11 vezes na história. A primeira, em 1963, quando o Santos derrotou o Boca Juniors duas vezes – 3x2 e 2x1, faturando o bicampeonato. Em 2007, o Boca venceu o Grêmio por 3x0 e depois 2x0 conquistando o título.

No total, três vitórias brasileiras e oito argentinas, sendo quatro seguidas. Nas 49 edições já realizadas, os argentinos venceram 21 e os brasileiros 13. O Cruzeiro já derrotou o River Plate em uma decisão e perdeu outra para o Boca.

Confira abaixo as 11 finais entre brasileiros e argentinos.

1963 - Santos - Boca Júniors
1968 - Estudiantes - Palmeiras
1974 - Independiente - São Paulo
1976 - Cruzeiro - River Plate
1977 - Boca Juniors - Cruzeiro
1984 - Independiente - Grêmio
1992 - São Paulo - Newell's Old Boys
1994 - Vélez Sarsfield - São Paulo
2000 - Boca Júniors - Palmeiras
2003 - Boca Júniors - Santos
2007 - Boca Juniors - Grêmio

Como o lanterna parou o líder.

O Botafogo parou o Atlético apostando no mesmo pensamento de Santo André e Grêmio, equipes que mais causaram problemas ao time mineiro no campeonato: impedir a velocidade do adversário e contra-atacar.

A diferença é que nos dois primeiros jogos, os adversários esperaram o Galo em seu campo de defesa e chegaram a ser pressionados – ao Grêmio custou uma derrota, apesar de ter se defendido bem o jogo inteiro. O time de Ney Franco marcou a saída de bola, apostando que seria mais fácil marcar quem passa do que quem recebe. Com Alessandro, L.Guerreiro, Thiaguinho e Batista fazendo uma linha na marcação do meio-campo e Lúcio Flávio, Renato e Jean fechando os zagueiros.

Os meias e laterais do Atlético tinham que ficar presos no campo de defesa para tentar dar qualidade no passe, mas estavam longe dos atacantes quando esses recebiam a bola. Com Emerson marcando Tardelli e Eduardo em Éder Luís, faltou ao time mineiro alguém para se aproveitar dos espaços deixados nas costas dos zagueiros. Roth tentou Renan Oliveira, Júlio César e depois Júnior, mas nenhum conseguiu.

Com o empate, o Galo deixa de ser líder e evidencia o que é hoje sua maior carência: furar a defesa de uma equipe fechada. Dos próximos cinco jogos, quatro serão no Mineirão onde o time precisará sair para o jogo. Nas quatro vezes em que atuou em casa – Grêmio, Santo André, Náutico e Botafogo – o Atlético não esteve bem em três.

Se quiser continuar brigando no topo da tabela, Celso Roth tem que fazer seu time ser tão bom atacando como é contra-atacando.

sábado, 4 de julho de 2009

9ª rodada: informações e palpites.

Santo André x Barueri: o Santo André foi goleado fora de casa na última rodada. A equipe conta com o retorno de seu principal atacante: Nunes, que estava suspenso. O Barueri não vai contar com seus dois artilheiros: Pedrão foi vendido e Thiago Humberto está suspenso. Juntos, marcaram nove dos 17 gols da equipe. O Barueri tem a sequência mais positiva do campeonato: 11 pontos nos últimos 15 disputados.
Palpite: Santo André

Flamengo x Vitória: no Maracanã, o Flamengo venceu duas e empatou duas no Brasileiro. A equipe conta com o retorno de Kleberson, que estava na seleção. No ano passado, vitória dos baianos por 1 a 0 no Maracanã. O Vitória goleou o Santo André na última rodada. Com 67% de aproveitamento nos primeiros oito jogos, a equipe baiana tem seu melhor início de brasileiro. Fora de casa, o aproveitamento é de 33%.
Palpite: Flamengo.

Santos x Sport: o Santos não vence há três rodadas. Com 15 gols sofridos, a defesa só não é pior que a do Coritiba e com 17 marcados, o ataque só não é mais positivo que do Atlético-MG. O Sport jogou apenas três vezes como visitante: empatou uma e perdeu duas. Emerson Leão vai comandar a equipe, apesar do falecimento de seu irmão. Ele se reencontra com a torcida do Santos. Ano passado, o treinador foi agredido na cidade.
Palpite: Santos

Atlético-MG x Botafogo: o time mineiro perdeu a primeira na última rodada, mas em casa tem duas vitórias e um empate. Ano passado, com dois gols de Leandro Almeida, o Galo quebrou um tabu de sete anos sem vencer o rival carioca. Diego Tardelli marcou dois gols contra o Botafogo no ano passado. O time de Ney Franco venceu apenas uma vez no campeonato. Depois de perder Maicosuel, negociado, e Reinaldo, machucado, Victor Simões também pode ficar de fora. É o confronto do líder contra o lanterna.
Palpite: Atlético-MG.

Goiás x Cruzeiro: a equipe goiana ainda não venceu no Serra Dourada. São três empates e uma derrota. Iarley, que tem três gols na competição, não joga. Ano passado, o Goiás venceu por 3 a 0 no Serra Dourada, o Cruzeiro vinha de um jogo contra o Grêmio. Adilson Batista colocará mais uma vez o time reserva, com cinco jogadores recém-promovidos da base. Fora de casa, o Cruzeiro perdeu os três jogos que fez no campeonato.
Palpite: Goiás

Coritiba x São Paulo: o Coxa vem de goleada sofrida para o Internacional por 3 a 0. Antes disso, duas vitórias consecutivas. No Couto Pereira são 11 anos de invencibilidade da equipe paulista com quatro vitórias e um empate – 2 x 2 ano passado. Fora de casa, o São Paulo jogou três vezes, sofreu um gol e não marcou nenhum. O Coritiba está na zona de rebaixamento, mas se vencer ultrapassa o Tricolor.
Palpite: empate.

Grêmio x Atlético-PR:
a equipe gaúcha não vence há um mês. Desde os 3 a 0 sobre o Náutico. São seis jogos de jejum, com quatro empates e duas derrotas. No Olímpico, três empates. Depois da eliminação na Libertadores, o diretor André Krieger deixou o clube. Ruy, Alex Mineiro e Jonas também podem sair. O Furacão vem de vitória em casa contra os reservas do Corinthians, por 1 a 0. O zagueiro Rafael Santos, artilheiro da equipe com quatro gols marcados, não joga.
Palpite: Grêmio.

Náutico x Internacional: o Timbú tem a pior sequência do campeonato, com uma vitória nos últimos seis jogos, o que levou a equipe à zona de rebaixamento. Já são quatro partidas sem marcar um único gol. Nas últimas oito partidas, o Inter venceu apenas uma. Mesmo com a final da Re-Copa no meio da semana, Tite não irá poupar ninguém. Pela Copa do Brasil, o Colorado venceu por 3 a 0, nos Aflitos.
Palpite: empate.

Avaí x Palmeiras: nos quatro jogos que fez em casa, o time catarinense empatou três e venceu um. O Palmeiras ainda não venceu fora de casa. Foram dois empates e uma derrota nos três jogos que disputou. Sem Keirrison, Obina assume a posição de centroavante da equipe. O ex-flamenguista marcou três gols nos cinco jogos que disputou.
Palpite: Palmeiras.
Obs: na terça-feira, o complemento da rodada com Corinthians x Fluminense.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Qual a melhor dupla de ataque do Cruzeiro?

Das duplas que mais atuaram no Cruzeiro em 2009 estão Kléber + Wellington Paulista (11 jogos), Kléber + Thiago Ribeiro (seis jogos) e Kléber + Soares (sete). A dupla mais efetiva, em números, é a última. Kléber e Soares marcaram 18 gols nas sete partidas, média de 2,57 por jogo. No entanto, entram nessas contas os jogos contra Democrata e Tupi, pelo campeonato mineiro, nos dois jogos o Cruzeiro fez sete gols, contra adversários bastante frágeis.

A dúvida que fica (e que Adilson nunca teve) é quem deve ser o companheiro de Kléber no ataque. Com Thiago, o time ganha velocidade e abre espaços na defesa adversária. Com Wellington Paulista, Kléber sai mais da área e rende mais em seu posicionamento favorito.

Com Kléber e Wellington foram 18 gols nos 11 jogos em que atuaram, média de 1,63. Thiago e Kléber participaram de sete partidas como dupla e o Cruzeiro marcou sete gols, média de um por jogo. Fora isso, W. Paulista faz mais gols que Thiago. São 12 contra 2 na temporada.

Obs: em uma única partida pode haver a contagem para duas duplas, dependendo das substituições. Os gols só foram considerados enquanto as duplas estiveram em campo.

A diferença foi o gol.

Por mais óbvio que pareça o título, foi o que aconteceu. Não só no Olímpico, mas também no Mineirão. Na primeira partida, antes de Wellington Paulista abrir o placar, o Grêmio teve três chances de gol, contra uma do Cruzeiro. Na segunda boa oportunidade, o atacante fez o gol. O segundo gol saiu de uma bola desviada na defesa.

Em Porto Alegre, o Grêmio pressionou, mas não teve chances claras de marcar, além da bola desviada de Herrera. Nas duas primeiras finalizações, o Cruzeiro definiu o confronto. O mesmo poderia ter acontecido em Belo Horizonte caso Máxi Lopes e Alex Mineiro aproveitassem suas oportunidades.

Vale lembrar que o São Paulo ganhou um Mundial contra o Liverpool, que teve três gols bem anulados, e Rogério Ceni fez o melhor jogo de sua carreira. Nem por isso, deixou de ser uma grande equipe campeã do mundo.

Nada tira os méritos do time de Adilson Batista que é quase imbatível no Mineirão e mostra ter evoluído longe de casa. O time não tem um “calcanhar de Aquiles”, o Grêmio tem: o ataque. Essa foi a diferença.

Se conseguir, mais uma vez, anular as principais jogadas do rival e o ataque tiver um aproveitamento parecido, o Cruzeiro será campeão da Libertadores.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Grêmio nunca venceu o Cruzeiro por diferença de três gols.

Em 49 anos de história e 50 jogos disputados, o Grêmio só venceu o Cruzeiro pela diferença de gols que o classifica para a final da Libertadores quatro vezes. Todas por 2 a 0. Em 1989, 95 e 2001, em Porto Alegre, e 98 em Belo Horizonte, as quatro pelo Campeonato Brasileiro.

Houve ainda um 3 a 1 para os gaúchos em 1970, pela Taça de Prata, partida também na capital do Rio Grande do Sul. Quatro das oito vitórias do Tricolor no Olímpico foram por dois gols de diferença.

Por outro lado, o Grêmio nunca derrotou a equipe mineira por três gols de diferença e só marcou três em uma partida uma única vez, nos 50 confrontos. O que significa dizer que caso o Cruzeiro consiga um gol no jogo de amanhã, o time de Paulo Autuori terá que fazer história para chegar à decisão da Libertadores.