segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Marcelo Oliveira = Alexandre Gallo = Zetti

Os números de Marcelo Oliveira a frente do Atlético, desde que foi efetivado, são os seguintes: 16 pontos conquistados em 13 jogos (contando a Copa Sulamericana). Foram 19 gols a favor e 23 contra. Com Alexandre Gallo no comando foram 14 jogos e também 16 pontos. 18 gols pró e 23 contra. Ano passado, Zetti comandou o Atlético em 13 partidas e também conquistou 16 pontos.

A diferença fundamental é que Marcelo Oliveira não vai ser demitido como os outros foram. Até porque o Atlético não tem quem faça isso hoje. Ele vai ter mais tempo. Tempo que Leão teve no ano passado. Em 14 jogos, ele foi pior que os três. Conseguiu apenas 14 pontos. Na reação que começou contra o Grêmio em Porto Alegre, conseguiu 22 pontos dos 30 disputados. O melhor time do campeonato nas últimas 10 rodadas.

Resta saber se o Atlético consiguirá algo parecido nos últimos 11 jogos. Pelo menos o suficiente para não ser rebaixado.

Eu sigo acreditando que o time não cai, mas vale lembrar que ano passado o Corinthians tinha na 26ª rodada 33 pontos (assim como o Atlético tinha esse ano) e terminou rebaixado com 44. A diferença é que no ano passado, na mesma rodada o Náutico era o primeiro rebaixado com 30 pontos. O rendimento se manteve até o final do campeonato, o Corinthians teve 39% e caiu. Em 2008, o Vasco, primeiro time da zona de rebaixamento, fez 26 pontos em 26 jogos. 33%. Em tese, com 40 pontos um time pode se salvar.

Fazendo um ponto por jogo em média, o Atlético se salva da série B.

Aí o Adilson resolveu inventar....

A manchete do Estado de Minas dessa segunda-feira traz claramente quem é o vilão da derrota do Cruzeiro no Morumbi. Mas qual foi a culpa de Adilson? Eu também não entendi a entrada de Maurinho no lugar de Thiago Ribeiro. Não deu tempo. Um minuto depois o Cruzeiro levou um gol de cabeça, jogada que o São Paulo vinha explorando desde o início da partida e a defesa sempre levou desvantagem. O Cruzeiro levria o gol de cabeça e depois o gol de falta com ou sem Thiago Ribeiro no time.

A intenção de Adilson talvez fosse adiantar Wagner, que vinha sendo muito bem marcado por Jean, e evitar o contato dos dois. Maurinho iria prender Jorge Wagner na defesa e evitar a maioria dos cruzamentos do São Paulo. A entrada do lateral resolveria o problema da bola alçada e ainda seria uma arma para os contra-ataques. A idéia, se fosse essa, parecia ser boa, não fosse o gol de André Dias um minuto depois.

Acredito que a derrota do Cruzeiro se deu mais pela falha de marcação no jogo aéreo do que na mudança do treinador. 10 dos 31 gols que o Cruzeiro sofreu no campeonato foram de cabeça. Talvez aí esteja a culpa do treinador e de seu auxiliar Ivair Júnior que faz trabalhos específicos com o sistema defensivo. Não se pode deixar de considerar, no entanto, que o técnico não pode controlar o jogador dentro de campo. Se Fabrício, que marcava André Dias nas bolas paradas, conseguiu anular o adversário em todos os lances, mas chegou atrasado em um, esse um foi o suficiente pro gol.

Assim como é costume no futebol algumas “muletas” de comentaristas que na dúvida dizem que “é preciso jogar pelas laterais”, que “é preciso arriscar mais de fora da área”, que “o time não pode se intimidar com o adversário e precisa ir pra cima de qualquer maneira”, virou “muleta” criticar Adilson por toda e qualquer derrota do Cruzeiro.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

27ª rodada: mudança de líder a vista.

Atlético-MG x Figueirense: no ano passado, o Atlético tinha um ponto a menos depois de 26 jogos e terminou a competição com 55 pontos conquistados. O Corinthians que tinha 33 foi rebaixado. Mesmo vencendo ou perdendo, o Galo vai terminar a rodada em 12º lugar. O jogo é especial para Juninho que volta ao gol depois de exatamente um turno e Serginho que virou titular no jogo do turno em Florianópolis. Já o Figueirense perdeu os últimos seis jogos que disputou.com 19 gols sofridos. Fora de casa são 2 vitórias em 13 jogos.
Palpite: Atlético-MG

Flamengo x Sport: O Sport vem no seu melhor momento no campeonato: 4 vitórias e dois empates nos últimos seis jogos. A defesa sofreu apenas dois gols nos últimos 7 jogos. O Flamengo aposta, para ser campeão ou chegar a Libertadores, na força do Maracanã onde vai jogar 8 dos seus últimos 12 jogos, mas é apenas o 10º melhor mandante da competição.
Palpite: empate.

Goiás x Vitória: os baianos têm um ponto a mais na tabela, mas o momento das equipes é bem diferente: o Vitória só não esteve entre os 10 primeiros em duas rodadas. Já o Goiás entrou no “G-10” pela primeira vez no último final de semana. O time verde e branco é o melhor do segundo turno com 16 dos 21 pontos conquistados. O Vitória fez a metade.
Palpite: Goiás

Ipatinga x Vasco: se o Ipatinga vencer ultrapassa o próprio Vasco e pode ganhar também as posições da Portuguesa (enfrenta o Santos na Vila) e do Fluminense (tem clássico com o Botafogo), mas ainda não sai da zona de rebaixamento porque tem 12 gols a menos no saldo que o Atlético-PR. Dentro de casa o Ipatinga fez 21 dos 24 pontos que tem no campeonato. Fora de São Januário, o Vasco só venceu a Portuguesa. O time carioca entrou pela primeira vez na zona de rebaixamento há duas rodadas. Foi no Ipatingão o último jogo de Renato Gaúcho, hoje no Vasco, como técnico do Fluminense. Os cariocas perderam por 2 a 1.
Palpite: Ipatinga

Coritiba x Atlético-PR: quando se enfrentaram no primeiro turno, o Coxa tinha um ponto a mais na tabela. Em 19 jogos, a diferença subiu para 13 pontos. O Atlético já esteve na zona de rebaixamento por duas vezes e só venceu fora de casa na primeira rodada, quando ainda era treinado por Nei Franco. O Coxa está entre os 10 primeiros desde a 10ª rodada e só perdeu em casa duas vezes na competição.
Palpite: Coritiba

Náutico x Palmeiras: no primeiro turno, o Palmeiras venceu por 2 a 0 com dois gols irregulares. Com Roberto Fernandes, o Timbú venceu 5 (contando as duas primeiras rodadas, antes de ir para o Atlético-PR), empatou 2 e perdeu 3 jogos. O aproveitamento em 10 jogos deixaria os pernambucanos em 4º lugar. O Palmeiras vem se recuperando fora de casa. Das quatro vitórias que tem, três são contra equipes da zona de risco: Ipatinga, Vasco e Atlético-PR. Há 2 semanas venceu o Cruzeiro. O Palmeiras fez a diferença nas últimas seis rodadas: fez 12 dos 18 pontos que disputou. O Grêmio fez 6 e o Cruzeiro 7.
Palpite: Palmeiras

São Paulo x Cruzeiro: o Tricolor é o líder dos confrontos diretos (jogos entre Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo, São Paulo e Botafogo) com 13 pontos em 21 conquistados. O Cruzeiro fez 7. O time paulista não vai ter Miranda. Com as saídas de Breno e Alex Silva, o trio defensivo do ano passado está desfeito. Na 26ª rodada em 2007, o São Paulo havia sofrido 8 gols, esse ano são 26. O Cruzeiro de 2008 está a dois gols de marcar o 100º na temporada. No Brasileirão são 42. A essa altura no ano passado já eram 61. Em compensação a defesa atual sofreu 28 e a do ano passado havia levado 44.
Palpite: empate.

Botafogo x Fluminense: o Botafogo não marca mais do que um gol por jogo desde o dia 7 de agosto, contando apenas o campeonato brasileiro. São oito partidas com quatro vitórias, dois empates e nas duas últimas rodadas, derrotas. O alvinegro empatou os quatro clássicos que disputou na competição. Do lado do Fluminense, um velho conhecido dos botafoguenses: Cuca. O treinador já comandou o Tricolor em 7 jogos com duas vitórias nos dois primeiros jogos, depois três empates e por último duas derrotas. O Flu esteve em 22 rodadas na zona de rebaixamento, só o Ipatinga ficou mais tempo entre os quatro últimos.
Palpite: empate.

Santos x Portuguesa: na última rodada, o Santos voltou a perder depois de seis jogos. A Portuguesa fez exatamente o contrário: os 3 a 1 no Botafogo quebraram um jejum de seis rodadas. No primeiro turno, a Lusa vinha de três vitórias seguidas, empatou em 0 a 0 e depois disso foi vencer uma vez nos sete jogos seguintes. Kléber Pereira, artilheiro do campeonato, marcou 17 vezes na Vila. No total, são 18 gols.
Palpite: Santos

Internacional x Grêmio: o Grêmio fez 6 pontos nos últimos 6 jogos. O Inter fez 13 e vem de três vitórias seguidas. Esse ano os três Gre-nais terminaram empatados. Dois na Sul-americana e um no Brasileiro. O Grêmio é líder desde a 14ª rodada e se não vencer pode cair para segundo. O Inter é o 12º, mas pode ser sétimo se vencer. Sua melhor colocação no campeonato e que alcançou em apenas duas rodadas.
Palpite: empate.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Os confrontos diretos: Cruzeiro enfrenta o "líder" das finais.

Já postei aqui uma vez um tópico parecido, mas na parte final do primeiro turno, apostava no Internacional como um dos times que chegariam a brigar pelo título. Refiz a relação dos confrontos diretos substituindo o Inter pelo Botafogo que já esteve melhor, mas ainda assim está a um ponto de São Paulo e Flamengo e se eles são incluídos entre os favoritos, não dá pra tirar o time de Geninho.

No domingo, o Cruzeiro, que é o segundo pior nos confrontos diretos, enfrenta o São Paulo, "líder" dessa competição paralela que pode fazer a diferença no final. Tanto faz, que o Grêmio tem quatro pontos a mais que o time mineiro na tabela, justamente 4 pontos a mais que conseguiu nos 7 jogos que fez contra os primeiros colocados.

Confira os confrontos e a classificação:

Cruzeiro

Cruzeiro 1 x 0 Botafogo
Palmeiras 5 x 2 Cruzeiro
Cruzeiro 1 x 1 São Paulo
Grêmio 1 x 0 Cruzeiro
Flamengo 1 x 2 Cruzeiro
Botafogo 1 x 0 Cruzeiro
Cruzeiro 0 x 1 Palmeiras

Falta: São Paulo x Cruzeiro, Cruzeiro x Grêmio e Cruzeiro x Flamengo

São Paulo

São Paulo 0 x 1 Grêmio
Flamengo 2 x 4 São Paulo
Cruzeiro 1 x 1 São Paulo
São Paulo 3 x 1 Palmeiras
São Paulo 2 x 1 Botafogo
Grêmio 1 x 0 São Paulo
São Paulo 2 x 0 Flamengo

Falta: São Paulo x Cruzeiro, Palmeiras x São Paulo e Botafogo x São Paulo

Palmeiras

Palmeiras 5 x 2 Cruzeiro
São Paulo 3 x 1 Palmeiras
Palmeiras 1 x 0 Flamengo
Botafogo 1 x 0 Palmeiras
Grêmio 1 x 1 Palmeiras
Cruzeiro 0 x 1 Palmeiras

Falta: Palmeiras x São Paulo, Flamengo x Palmeiras, Palmeiras x Botafogo e Palmeiras x Grêmio

Flamengo

Grêmio 0 x 0 Flamengo
Flamengo 2 x 4 São Paulo
Flamengo 1 x 2 Cruzeiro
Palmeiras 1 x 0 Flamengo
Flamengo 0 x 0 Botafogo
Flamengo 2 x 1 Grêmio
São Paulo 2 x 0 Flamengo

Falta: Cruzeiro x Flamengo, Flamengo x Palmeiras e Botafogo x Flamengo

Grêmio

São Paulo 0 x 1 Grêmio
Grêmio 0 x 0 Flamengo
Botafogo 2 x 0 Grêmio
Grêmio 1 x 0 Cruzeiro
Grêmio 1 x 1 Palmeiras
Grêmio 1 x 0 São Paulo
Flamengo 2 x 1 Grêmio

Falta: Grêmio x Botafogo, Cruzeiro x Grêmio e Palmeiras x Grêmio

Botafogo

Cruzeiro 1 x 0 Botafogo
Botafogo 2 x 0 Grêmio
São Paulo 2 x 1 Botafogo
Flamengo 0 x 0 Botafogo
Botafogo 1 x 0 Palmeiras
Botafogo 1 x 0 Cruzeiro

Falta: Grêmio x Botafogo, Botafogo x São Paulo, Botafogo x Flamengo e Palmeiras x Botafogo

Classificação

1º - São Paulo 62% - 13 pontos ganhos em 21 disputados.
2º - Palmeiras e Botafogo 55% - 10 pontos em 18 disputados
4º - Grêmio 52% - 11 pontos em 21 disputados
5º - Cruzeiro 33% - 7 pontos em 21 disputados
6º - Flamengo 24% - 5 pontos em 21 disputados

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Que diferença faz um atacante.

Depois de tentar Jajá, Weldon, Wanderlei, Rômulo, Jonathas, Gérson Magrão, Reinaldo Alagoano, Fabinho, Camilo e Wágner o Cruzeiro encontrou seu atacante para jogar ao lado de Guilherme: Thiago Ribeiro.

No jogo contra o Figueirense Thiago mostrou velocidade, fez pivô, finalizou, deu passes, se movimentou e abriu espaços. Fez tudo o que nenhum outro havia feito: completou o futebol de Wágner e Guilherme. Ficou claro que sem Thiago o Cruzeiro não teria conseguido vencer o time catarinense. O time mostrou poder de reação e definição.

Para a parte final do campeonato o Cruzeiro tem um trunfo que nenhuma outra equipe tem: um jogador que entra num time arrumado. Com Thiago em boa fase, o título pode não estar tão longe como parecia após o jogo contra o Palmeiras.

O Furacão precisa mudar para não cair.

O Atlético Paranaense passa por dificuldades para se mantér na Série A. O rubro-negro tem uma dura missão pelos confrontos que sua equipe tem até o final do campeonato: o Furacão tem quatro de seus cinco confrontos diretos fora de casa. Santos, Vasco, Figueirense e Náutico. Só o Fluminense vai a Arena. Se os adversários fora são da parte de baixo da tabela, em Curitiba o time de Geninho recebe equipes fortes como Cruzeiro, Botafogo, Internacional e Flamengo além do clássico contra o Coxa na próxima rodada.

Vale lembrar que fora de casa o Atlético venceu um e perdeu onze jogos. Ou passa a vencer fora de casa ou vai experimentar, três anos depois, o gosto do rebaixamento sentido pelo Coritiba.

Campeonato em três blocos

O campeonato que já teve quatro blocos, agora tem três. No primeiro deles, pode-se fazer uma subdivisão. Dos cinco primeiro colocados só o Grêmio não era favorito no início. Do sexo ao 11o a briga é para vencer o maior número de pontos possíveis e no final, torcer para ser o suficiente para se chegar à Libertadores. Dos emergentes, Botafogo, Internacional e Coritiba são os que me parecem mais fortes, embora estejam em momentos diferentes: o Botafogo demonstre uma queda de rendimento com apenas uma vitória nos últimos cinco jogos. O Internacional venceu as últimas três e o Coritiba é o mais regular.

No segundo bloco está o Atlético-MG. Sozinho. Só daqui a três rodadas pode subir na tabela, e mesmo assim, se fizer pelo menos 7 pontos. Por outro lado, não perde nenhuma posição caso perca o próximo jogo.

O terceiro bloco é o do desespero. Santos e Náutico que me parecem mais organizados, apesar dos maus resultados do final de semana, e o Fluminense pelas peças que tem não acredito que caiam. Ipatinga, Portuguesa, Vasco, Figueirense e Atlético Paranaense disputam as quatro vagas que ninguém quer.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ziza deixa o Atlético

Em meio a tantos documentos, suposições, acusações, defesas e interesses fica difícil opinar sobre a saída de Ziza da presidência do Atlético. Pelo que tenho de concreto, o ex-presidente não lucrava com venda de jogadores, não recebia dinheiro de Ricardo Guimarães e não fazia do Atlético uma lavanderia de dinheiro. Até que provem o contrário, devo acreditar nessa versão.

Alheio então a possível corrupção, a analise que faço do trabalho é positiva e o clube tem a perder com a saída de Ziza. Ele com certeza errou na gestão do futebol, até porque não teve homens capacitados para assessorá-lo nesse setor que é o mais importante do clube. No segundo mais importante, que talvez fosse a prioridade no momento, o presidente esteve bem. Re-negociou várias dívidas, pagou ações trabalhistas e manteve salários em dia. A algum tempo isso não acontecia no Atlético.

O sucessor vai ter que continuar fazendo esse trabalho, provavelmente terá que encarar o conselho e a torcida que estavam contra Ziza e principalmente: vai ter que dar um jeito no futebol, a começar por dar um basta em contratações numerosas e de pouco critério.

O pecado do Cruzeiro

Todos vão concordar e é óbvio que o Cruzeiro demorou para repor a saída de Marcelo Moreno. Thiago Ribeiro estreou na sexta rodada do segundo turno, Moreno foi negociado depois do primeiro jogo da competição. Adilson Batista justificou a demora por dificuldades financeiras que o Cruzeiro enfrentou em 2008. De toda forma, os times que brigam com o Cruzeiro pelo título fizeram com mais rapidez a reposição das peças perdidas.

O Grêmio perdeu Roger para o Qatar e embora tenha sido surpreendido, três rodadas depois já tinha Tcheco em campo e o time até melhorou.

O São Paulo contava com as saídas de Alex Silva e Miranda e contratou Anderson e Rodrigo. Miranda acabou ficando.

O Palmeiras perdeu Valdivia, mas já tinha o substituto no próprio elenco: Diego Souza foi adiantado e o time passou a ser mais competitivo, tanto que venceus duas das três que jogou fora de casa. No primeiro turno inteiro o Palmeiras venceu duas como visitante.

Quem também demorou a repor suas baixas foi o Flamengo: Marcinho, Renato Augusto e Souza foram negociados e quase 10 rodadas depois o time contratou Marcelinho Paraíba, Sambueza, Josiel, Éverton e Vandinho.

O prejuízo do Cruzeiro pode ser maior do que financeiro. A seis pontos do líder, acredito que se contasse com um atacante de qualidade para jogar com Guilherme e Wágner desde o início da competição, a Raposa teria mais pontos. Vale lembrar ainda que a saída de Charles não significa contratação de outro volante. Adilson e diretoria acreditam que Henrique e Marquinhos Paraná tenham condições de fazer o que o jovem fazia. Não têm. Não fazem a saída de bola com a mesma qualidade, não têm o mesmo vigor na marcação e não finalizam bem de média e longa distância.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

25ª rodada: pra mim, só aumentaram as indefinições

O que esperava-se na rodada do final de semana era uma polarização da briga pelo título e manutenção de derrotas na parte de baixo da tabela. O que se viu foi algo diferente: a vitória do Goiás sobre o Grêmio (que venceu um dos últimos cinco jogos que disputou e não marcou gols nas duas últimas partidas) evidenciou queda de rendimento da equipe gaúcha que já vinha sendo percebida dentro de campo há algum tempo. Não sei ainda se o Grêmio cai definitivamente - é um receio que sempre existe com times do Celso Roth - ou se é apenas uma fase como passaram todos os times da parte de cima da tabela.

No Mineirão, o Palmeiras mostrou competitividade para vencer o Cruzeiro que não venceu o bloqueio armado por Luxemburgo. O treinador parou a velocidade dos mineiros armando uma linha com três jogadores na saída de bola, quatro mais atrás protegendo os três zagueiros. Os melhores momentos do Cruzeiro aconteceram quando o time conseguiu jogar entre os zagueiros e a linha de 4, mas quem melhor faz isso, Ramires, esteve mal por não estar 100%. O Palmeiras me pareceu definitivamente na briga pelo título, enquanto o Cruzeiro, que só fez 7 pontos nos 21 disputados em confrontos diretos, segue pecando nos momentos de decisão.

As vitórias de Atlético-PR, Santos e Náutico elevam o pelotão de baixo, mas exceto o Santos não vejo força nos outros para seguir se recuperando. O time da Vila parece que não vai mesmo cair.

Já o Atlético Mineiro perdeu para o Ipatinga e aproveitou para se perder em campo. Tem agora dois jogos em casa e tem que vencer, porque o fantasma do rebaixamento (que pra mim ainda não rondou a Cidade do Galo) pode assombrar: depois do Figueirense o time enfrenta Palmeiras e Flamengo (fora), Cruzeiro e Inter (casa), Coritiba (fora), Botafogo (casa) e Vitória (fora). Depois dessa sequência dificílima e longa - 7 partidas - só vão restar quatro jogos para acabar o campeonato, e entre eles Sport e Grêmio fora de casa.

Para concluir: PC Gusmão não é mais técnico do Figueirense. São agora 24 técnicos trocados em 25 rodadas. A média caiu e não é mais 1 técnico/ rodada, mas ainda é incrivelmente alta.