sábado, 30 de outubro de 2010

Cruzeiro faz sua parte e espera erro do Fluminense para dar o bote

O jogo em Presidente Prudente podia pintar como fácil para o Cruzeiro. O time da casa, lanterna e com 10 desfalques, carecia de qualquer qualidade, mas as sete derrotas em 15 jogos no Prudentão foram por um gol de diferença. E mais: Corinthians (2x2) e Fluminense (1x1) perderam pontos no interior paulista. Em campo, o time de Cuca foi soberano. Não que tenha sido brilhante, mas não deu chance ao adversário.

Com Gilberto entre os titulares, Thiago Ribeiro jogou mais centralizado, ao lado de Robert, e sumiu do jogo. Montillo foi discreto pela direita e coube a Gilberto, do outro lado, organizar o time mineiro. Depois do belo gol de Léo, batendo de longe, o Prudente tentou sair liberando João Victor pela direita e com Adriano Pimenta se aproximando dos atacantes. Sobrava espaço para o contra-ataque que nascia sempre com Gilberto. Assim foi o segundo gol. Passe espetacular do camisa 7 para Robert escorar.

No segundo tempo, o Cruzeiro aproveitou a vantagem, não assustou e segurou o lanterna. O time parecia se poupar para o jogo de quarta-feira contra o São Paulo. Para vencer o Tricolor, vai precisar jogar mais. Repetir as partidas que fez em Uberlândia quando venceu Corinthians, Flamengo, Internacional e Fluminense antes de perder para o Atlético.

Se a próxima rodada é complicada para os mineiros, para os cariocas é ainda mais: o Fluminense vai ao Beira-Rio enfrentar o Internacional. Hora boa para o bote.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

São Paulo mostra crescimento, mas qual é o alvo?

Sem Fernandinho e Lucas, Paulo César Carpegiani abriu mão da velocidade e apostou na posse de bola, com Casemiro e Fernandão. Deu certo. Fernandão se aproximava de Dagoberto, jogando por dentro, e Ricardo Oliveira – melhor do jogo na Arena Barueri. Foi do centroavante o primeiro gol aos 12 minutos.

O Atlético Paranaense era uma equipe bem diferente da que Carpegiani treinou. Isso por conta dos desfalques de Sérgio Soares. Branquinho, Rodolpho, Paulo Baier, Élder Granja e Maikon Leite. O Furacão perdeu sua espinha dorsal e a solução foi escalar uma equipe com marcação forte, a fim de forçar o erro do adversário e sair com a velocidade de Guerrón e Bruno Mineiro. Também deu certo. O equatoriano aproveitou falha de Casemiro e empatou a partida.

Carpegiani percebeu a armadilha. Só com movimentação, venceria o bloqueio rubro-negro no meio. Por isso promoveu Marlos no segundo tempo na vaga de Casemiro. Carlinhos Paraíba voltava para ajudar na saída de bola. Após o gol de Miranda, o Tricolor foi quem armou o bote. Marlos pela direita, Dagoberto pela esquerda (os dois sempre em diagonal), Fernandão distribuindo e Ricardo Oliveira na frente. Nos contragolpes, o São Paulo poderia ter definido o jogo, mas falhou. Permitiu ao Atlético ter a bola. Não deu ao Furacão o que fazer com ela.

O Atlético venceu uma nas últimas seis rodadas e parece perder fôlego no final da competição. Já o São Paulo de Carpegiani já é mais rápido, tem participação coletiva de peças como Dagoberto e Marlos, mas uma defesa ainda exposta. Os atacantes precisam ajudar mais do que o primeiro combate. A mira de ambos é o Botafogo, um ponto acima. Dependendo do resultado final da Sul-Americana, o alvo pode ser o terceiro colocado – hoje o Cruzeiro, com sete pontos a mais.

As duas equipes precisam fazer sua parte até dezembro, mas contar também com os estrangeiros da competição continental. Um ponto é possível para ambos. Sete é demais.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dorival Jr. vê bons reservas, Scolari não quer ver problemas

Luís Felipe Scolari não viu Valdívia machucado logo com um minuto de jogo. Achou que os 18 minutos que o chileno esteve em campo foram bons – e se no próximo jogo forem 10 minutos, “melhor ainda”, disse o técnico.. Claro que Scolari não pensa assim. Valdívia estava visivelmente lesionado durante o aquecimento, 30 minutos antes da bola rolar. Felipão não viu.

Não viu também que Dorival Júnior escalou o time reserva, mas com Diego Macedo bem aberto, levando Luan para o lado do campo, com Neto Berola e Ricardo Bueno também abertos, entrando em diagonal, com Daniel Carvalho aproveitando o espaço deixando no meio. No primeiro tempo, depois de Renan Ribeiro salvar finalização cara-a-cara com Kléber, o time paulista viram, mas não alcançaram, os mineiros. Mendéz marcava bem, fazia a bola girar com velocidade e lançava o time melhor ainda. Deu a aceleração que Dorival Jr. tanto trabalha em suas equipes.

Quando Neto Berola deixou o campo, com ele se foi a velocidade do Atlético. Com Gabriel Silva recuado, Luan e Márcio Araújo mais a frente, o Palmeiras foi quem mandou no jogo. Kléber abriu o placar e poderia ter feito o segundo, caso Marcelo de Lima Henrique confirmasse o pênalti de Jairo Campos em Lincoln. Pênalti marcado, mas depois anulado, ou cancelado, ou desmarcado (me falta o termo, dada a raridade do lance) pelo auxiliar Erich Bandeira, assinalando corretamente impedimento. Bandeira, no entanto, não ergueu seu sobrenome no momento em que Lincoln recebeu a bola. Chamou o árbitro muito depois da penalidade. Aproveito para convidar, você leitor, a lembrar de outro caso de pênalti marcado e desmarcado, na sequência.

O empate atleticano sai em pênalti “à brasileira” sobre Obina. Jogada parecida com a de Werley sobre Edcarlos, no clássico mineiro do domingo. Há o braço, há o contato, não há falta. Revolta palmeirense e empate justo no final do jogo.

Resultado bom para o Atlético que mostra o crescimento de jogadores até então deixados de lado, como Édson Mendéz. Empate ruim para o Palmeiras. Além de perder a chance contra os reservas do adversário, pode ter perdido também seu principal articulador.

Scolari não vê assim. Vê perseguição dos jornalistas. O técnico campeão do mundo ainda não chegou ao Palmeiras. O que brada e atira para todos os lados, sim. Da mesma forma que Felipão não viu Valdívia machucado, não consigo ver, além do futebol mediano, tantos motivos para irritação do treinador.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Atlético "evita" salvar o ano deixando Sul-Americana de lado

Com Dorival Jr. no comando, o Atlético venceu cinco, perdeu três e empatou um jogo. Das três derrotas, uma foi com o time reserva, pela Sul-Americana, e outra um dia após assinar contrato, contra o Grêmio, sem ter comandado nenhum treino. A melhora no futebol apresentado e a necessidade do time de ganhar mais corpo garantiriam à equipe mineira a possibilidade de disputar, com equipe principal, a partida diante do Palmeiras.

O time que treinou nesta terça-feira, e deve entrar em campo em Sete Lagoas, tem sete jogadores que perderam para o líder do campeonato colombiano na última semana. O Palmeiras não é o Santa Fé. É muito melhor do que a equipe que finalizou mais de 20 vezes contra o gol de Renan Ribeiro – único a se salvar em Bogotá.

Mesmo quando o momento do Atlético era péssimo, ainda sob comando de Vanderlei Luxemburgo, dizia-se aqui mesmo neste blog, que o ano poderia ser salvo. Os investimentos foram altos em 2010, tanto na montagem do time quanto na comissão técnica. Uma equipe cara, que precisa mais do que vencer o campeonato estadual e se livrar do rebaixamento para a segunda divisão, para fazer o valor gasto valer a pena.

Ser campeão da Sul-Americana e terminar o campeonato brasileiro em 16º lugar é mais vantajoso que ser vice-campeão nacional, por exemplo. Mandar os reservas, mais os suspensos no campeonato brasileiro, a campo contra o Palmeiras é evidenciar a preocupação com o risco do rebaixamento no Brasileirão. Preocupação que deve existir, mas o futebol praticado pelo time de Dorival já permitiria pensar mais alto.

O Palmeiras terá força máxima, a dúvida é Valdívia, machucado. O confronto poderia ser equilibrado, não é mais. O Atlético pode salvar o ano com a conquista da Sul-Americana. Pode, mas com este time, você acredita?

domingo, 24 de outubro de 2010

Clássico alucinante vai de Super-Obina à cavadinha frustrada

Com Renan Oliveira, Diego Souza, Tardelli e Obina o Atlético pressionou o Cruzeiro no início do jogo. Foram 30 minutos como um trator para cima do time de Cuca que parecia não entender o que se passava dentro de campo. Leandro e Rafael Cruz vinham de trás Zé Luís desarmava Montillo e o contragolpe se iniciava. A esperança era Montillo que jogou mal e ainda perdeu um pênalti. A partida poderia estar decidida faltando 15 minutos para acabar o primeiro tempo. Poderia.

Gilberto deu nova formatação ao clássico. O Cruzeiro começou a jogar pelo lado esquerdo, Marquinhos Paraná recuou para fazer a saída de bola e o quarteto ofensivo do alvinegro não acompanhava o meio-campo celeste. Quando Gilberto entrou no jogo, o Cruzeiro tinha quatro finalizações contra cinco do Atlético. Depois disso foram 14 da Raposa e uma do rival – a cabeçada mortal de Réver aos 21 minutos do segundo tempo que se transformou no gol da vitória. Farias, Marquinhos Paraná, Fabrício, Thiago Ribeiro e Caçapa perderam chances claras de diminuir.

O Cruzeiro, que criava uma chance atrás da outra e esbarrava em Renan Ribeiro ou na falta de pontaria, parecia entregue depois do quarto gol. Até Thiago Ribeiro marcar duas vezes em dois minutos. O jogo ficou maluco. A Raposa atacava com oito e o Atlético tinha 3 contra um no contragolpe.

Os gols acabaram e o Atlético saiu com a vitória. A. O resultado é justo. A começar por 30 minutos brilhantes e passando pelas chances perdidas pelo Cruzeiro. Ser eficaz faz pare do jogo e foi o que os comandados de Dorival Jr. fizeram muito bem, em uma noite inspiradíssima de Obina e sem brilho de Montillo.

A quarta vitória nas últimas cinco rodadas Depois de 21 jogos, o Galo deixa a zona de rebaixamento e parece que não voltará. Já não é, definitivamente, candidato a rebaixamento. Precisa ainda vencer quatro jogos dos sete que restam para se salvar, mas Dorival Jr. conseguiu fazer bons jogadores formarem um time. Organizou, primeiramente, a marcação que é avançada e atrapalha o adversário a sair jogando. A dupla de zaga é protegida por Zé Luís que apenas marca e deixa Serginho jogar. Tem a arma do jogo aéreo e consegue também evitá-la.

O Cruzeiro perdeu, pela primeira vez, dois jogos seguidos no campeonato. Os jogos contra Grêmio e Atlético eram difíceis e a equipe sucumbiu. Para ficar com o título, precisa vencer cinco das sete partidas que restam. A entrada de Gilberto foi o ponto positivo para a equipe de Cuca. Muito bem no jogo, o meia pode devolver fôlego à Raposa na briga pelo campeonato.

sábado, 23 de outubro de 2010

Dorival repete esquema da virada sobre o Corinthians e Montillo pode ganhar espaço

Gilberto disse, após o treino de sábado, que Marquinhos Paraná começará o jogo contra o Atlético. Dorival Jr. confirmou, na entrevista de sexta-feira, que Renan Oliveira será titular no meio-campo, ao lado de Zé Luís, Serginho e Diego Souza. A formação é diferente da imaginada por mim, na quinta-feira, embora exista ainda na possibilidade de blefe por parte de Dorival ou de Gilberto, para confundir o adversário. Mas vamos partir do princípio que os dois estão falando a verdade.

Com Renan em campo, Montillo não deve ter marcação individual. Serginho se posta à direita da defesa e Zé Luís protege os dois zagueiros. Se for seguir o camisa 10 celeste abre um espaço imenso que Fabrício e Marquinhos Paraná podem aproveitar a frente da zaga. O meio com dois volantes, Diego Souza e Renan Oliveira é semelhante ao utilizado no segundo tempo do jogo contra o Corinthians quando o Atlético subiu sua marcação, tirou da equipe paulista a facilidade de girar a bola e contra-atacou com velocidade. Foi jogando assim, os melhores 45 minutos do Galo no campeonato.

Se Cuca tinha dúvidas sobre escalar ou não Gilberto, a resposta veio com a escalação de Dorival Jr. Marquinhos Paraná protege mais a defesa e melhora a saída de bola – justamente o que pretende ser neutralizada pela formação do Atlético. Montillo vem sofrendo com a marcação individual dos adversários e pode participar mais do jogo sem uma sombra a seguí-lo.

O clássico que poderia ser definido na intermediária de defesa do Atlético, com o Cruzeiro tentando furar a marcação do rival e o alvinegro partindo no contra-ataque, pode ter panorama diferente. A marcação atleticana começa antes, mas perde força mais perto do gol. Antes mesmo de começar, o clássico já mudou.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Evolução do Atlético equilibra o clássico, mas Cruzeiro segue favorito

Há quem acredite que clássico não possui favorito. Penso o contrário. O melhor normalmente (o que é diferente de sempre) vence. O Cruzeiro tem sido superior nas últimas temporadas e derrotado o rival na maioria dos encontros. A melhora do Atlético sob o comando de Dorival Jr., com três vitórias nas últimas quatro rodadas do campeonato brasileiro, tira um pouco do favoritismo celeste.

O líder do campeonato continua jogando melhor do que o rival, tem uma defesa segura e bem protegida por três volantes de qualidade, além de Montillo – candidato a craque do campeonato. A evolução atleticana se dá por crescimentos individuais: Rever, Werley, Serginho, Obina e, principalmente, Diego Souza. Além do goleiro Renan Ribeiro, responsável por bons resultados nas últimas partidas. Coletivamente, o time de Dorival está um nível abaixo e precisará compensar a falta de conjunto durante a partida.

A força ofensiva da equipe de Cuca vem da direita com Jonathan, Montillo e Thiago Ribeiro. O Atlético treinou durante a semana com Zé Luís, Serginho, Renan Oliveira e Diego Souza no meio-campo. Domingo, acredito eu, Alê entrará na vaga de Renan. O volante que estava na Colômbia deve ser o responsável por seguir Montillo. Diego Tardelli jogaria aberto pela esquerda, nas costas de Jonathan, para evitar as subidas do lateral. Leandro fica encarregado de Thiago Ribeiro.

Mais fechado e esperando para contra-atacar, o Atlético tem Serginho como válvula de escape. Fabrício é o volante que mais avança, pela esquerda do Cruzeiro, e o confronto individual será importante no momento do contragolpe de ambos. Serginho tem Rafael Cruz, também veloz, ao seu lado, em setor importante nas últimas rodadas. Se Serginho for bem, segura Fabrício e obriga o Cruzeiro a atuar por um lado só.

Diego Souza tem liberdade para atuar a frente dos volantes e Henrique é o homem a marcá-lo. Caso Cuca opte por Gilberto no lugar de Marquinhos Paraná, Fabrício marca Diego Souza e Henrique cobre as costas de Jonathan. Diego Tardelli, mais longe da área, deve cair nas costas dos laterais, especialmente Jonathan, e ter a atenção de Marquinhos Paraná. Obina e Farias são jogadores de área e precisam ser bem servidos pelo restante do time para levar a melhor sobre os zagueiros.

Os confrontos individuais são bons para o Atlético. Por ter o conjunto menos preparado, reduzir a partida a duelos setorizados é vantajoso para a equipe de Dorival e gera o equilíbrio mencionado no início do post. O imponderável pode acontecer no futebol, independentemente do fator rivalidade. Vale lembrar que o Corinthians, rebaixado em 2007, venceu uma e empatou outra com o São Paulo, campeão brasileiro de melhor aproveitamento na era dos pontos corridos.

A intenção não é apontar o Atlético como rebaixado ou cravar o Cruzeiro campeão. É mostrar que o alvinegro, na parte de baixo, pode derrotar o rival, hoje líder da competição. Pode, o que não seria surpresa. Mas, para este blogueiro, o time celeste é favorito.

Nas mãos de Renan Ribeiro, Atlético se classifica e Dorival sai fortalecido

Bem o Atlético não jogou contra o Santa Fé. Mas não precisava. Com um time de reservas, não vale nem mesmo verificar evolução no time de Dorival Jr. Até porque o treinador ficou em Belo Horizonte, aproveitando a semana para treinar a equipe principal que enfrenta o Cruzeiro no domingo. O Santa Fé era tão ofensivo quanto ruim. Saía com duas linhas de quatro, avançava muito os laterais e dava espaços de sobra para o contra-ataque brasileiro que insistia em não ser bem executado por Neto Berola, Ricardo Bueno e Dinei.

O gol do Santa Fé saiu aos 14 minutos do segundo tempo com Nogueira, na única finalização indefensável para Renan Ribeiro. E não foram poucas finalizações: 22 no total (algumas delas na Lua, é verdade). O Galo chegou apenas seis vezes. A disparidade de finalizações mostra como os reservas da equipe mineira foram pressionados. O placar é a prova da grande partida do goleiro atleticano.

Renan Ribeiro é um capítulo a parte na nova fase do alvinegro. Mais do que o melhor em campo, o jogador representa o futuro. Após apostas fracassadas por três anos, o Atlético encontra, em casa, a solução para a camisa 1. Ponto para Dorival Jr. que o escalou um dia após chegar ao clube. O objetivo na Colômbia era conseguir apenas classificação, mas a equipe volta também com um goleiro pronto.

Com a classificação conquistada, o planejamento do treinador acaba por ser vitorioso. Caso chegue à final da Sul-Americana, a semana atual será a única que o técnico terá para trabalhar a equipe até o final do ano. Hoje, apesar de mostrar evolução com Dorival, o Atlético não tem futebol para vencer a competição. Hoje. O time pode ganhar forma como fez o Fluminense, que perdeu o título em função da goleada sofrida por 5 a 1 para a LDU em Quito.

Na próxima fase, enfrenta o Palmeiras de seis vitórias, três empates e só uma derrota nos últimos 10 jogos. O caminho dos mineiros não será fácil nem no Brasileiro, tampouco na competição internacional. Para jogar um bom futebol, ainda em 2010, terá que mostrar mais. Mas se a máxima de que todo bom time começa por um bom goleiro é verdadeira, o Galo está no caminho certo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ótimo Chelsea. E ainda faltam dois.

Lampard e Drogba fazem falta ao Chelsea. A afirmação é óbvia, mas serve como alerta. Contra o Spartak, a equipe inglesa tinha Malouda aberto pela esquerda, Kalou pela direita e Anelka centralizado no ataque. Essien a frente da zaga, Mikel pela direita e Zhirkov, na vaga de Lampard, pela esquerda. Os russos apostavam na dupla Welliton, ex-Goiás, e Ari, brasileiro de 24 anos que jogou no Fortaleza em 2005, antes de se transferir para a Europa.

O Spartak, empolgado por duas vitórias, tomava a iniciativa e Ari chegou a perder chance cara-a-cara com Cech. O adversário exposto era tudo que Carlo Ancellotti queria para contra-atacar. Logo aos 13 minutos, bola longa para o ataque e Zhirkov aproveitou, sozinho da entrada da área, para fazer o primeiro. No final do primeiro tempo, Anelka, pelo mesmo setor, marcou e manteve sua média: para cada gol marcado, dois perdidos.

Apesar do placar tranquilo, o Chelsea sofreu sustos. Teve a saída de bola complicada em alguns momentos e Anelka não mantém a qualidade que Drogba impõe nas finalizações. Sem ser brilhante, o time inglês dominou o jogo, foi veloz e mortal, tem 100% de aproveitamento em três jogos, oito gols marcados e um sofrido. Na Premiere League, os números são ainda mais impressionantes: 23 gols marcados em oito rodadas no campeonato inglês e apenas dois contra. Três gols sofridos na temporada, média de 0,25 gols por partida. 31 marcados, média de 2,8.

O atual campeão inglês atropela no início das competições, mas irá de suas peças principais para os momentos decisivos. Mesmo com números tão positivos, Drogba e Lampard fazem falta.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Futebol mineiro pode ter melhor desempenho dos últimos 20 anos

Com o acesso do Ituiutaba e a reação de Atlético e Ipatinga, o futebol mineiro pode ter, após 20 anos, cinco equipes disputando as séries A ou B do campeonato brasileiro. Em 1991, Minas Gerais contava com Atlético e Cruzeiro entre os 20 clubes que disputavam a Série A. América, Esportivo de Guaxupé e Rio Branco de Andradas foram, respectivamente, 40º, 50º e 54º colocados na Série B que possuía 64 equipes. Foi a última vez que o futebol mineiro teve cinco participantes nas duas principais divisões do futebol nacional – o inchaço da segundona neste ano se deu por conta da ausência da Série C que foi disputada em 1990 e voltou a ser realizada em 92.

A única vez que os mineiros conseguiram ter cinco clubes entre os 40 melhores do país foi em 1979, campeonato da série A que contou com 94 participantes. Cruzeiro (6º), Uberlândia (9º), Atlético (10º), Uberaba (17º) e América (20º) tiveram ainda a companhia de Caldense (30º) e Villa Nova (33º).

Com quatro vitórias, cinco empates e só uma derrota em 10 jogos, o Ituiutaba chega pela primeira vez à segunda divisão do campeonato brasileiro. Na série B, o clube do Triângulo Mineiro poderá ter a companhia do Ipatinga de quatro vitórias seguidas dando mostras que pode reagir nas nove partidas restantes. Nas três rodadas seguintes, o Tigre enfrenta Brasiliense, Bragantino e América-RN. Concorrentes diretos que podem servir para confirmar a arrancada do vice-campeão mineiro.

O Ipatinga deve ser a única companhia mineira do Ituiutaba na Série B. Com 52 pontos, e 6 de vantagem para o quinto colocado, o América precisa vencer quatro dos nove jogos que restam para voltar à primeira divisão após 10 anos. O time de Mauro Fernandes conseguiu 60% de aproveitamento nas 29 rodadas iniciais e mesmo que caia de rendimento conseguirá o acesso.

Na primeira divisão, o Atlético aponta sua recuperação ao vencer três das últimas quatro rodadas com Dorival Jr.. O alvinegro pode chegar aos 45 pontos e chegar ao menos à 16ª colocação no final do campeonato. O ano positivo dos mineiros culmina com o Cruzeiro, na liderança do campeonato, e com o melhor desempenho – e futebol – nas últimas 15 rodadas em relação aos concorrentes mais próximos. Tem, na seqüência, três adversários que lutam para não cair: Atlético, Prudente e Vitória, e ainda o São Paulo, em Uberlândia. Tem, portanto, a seu feitio, o momento do bote para chegar ao título.

O ano de 2010 pode ser muito bom para os mineiros. O melhor em muito tempo. Pelo menos nas duas últimas décadas.